Como nasce um projeto literário

Antes de ser impresso, todo livro é um apanhado de ideias na cabeça e rabiscos em um bloco de anotações. Depois, vem a fase de testes, de descobrir o que funciona de fato ou não, e começar a digitar tudo bonitinho de modo que a bagunça se organize em uma história interessante tanto para o leitor quanto para quem a conta. 

Digo sem drama que escrever é muito desgastante. Quem convive de perto comigo nessas épocas sabe o quanto eu fico irritante e insuportável com os dias menos produtivos ou com aqueles em que noto que a melhor solução é jogar as últimas 10, 20, 30 páginas fora.

Dizem que quando um autor percebe que não está muito para a escrita, que a melhor coisa é partir para a revisão. E é verdade que um texto melhora muito nesse processo, na arte de  burilar melhor as frases, coisa que falta, de certa maneira, na nossa literatura de gênero. Mas lá pelas tantas, o prazer de aprimorar um texto passa a ser é raiva, frustração, você não aguenta mais ler aquela cena. É a décima vez que você vê o protagonista descobrir quem era o traidor e o frescor da descoberta já se foi e você começa a achar tudo uma bela porcaria.

Vem então a fase do distanciamento. O tempo de gaveta necessário para que você volte a ler o texto e não as suas ideias. Proximidade é cegueira. Literatura e pressa não combinam.  É preciso enxergar as palavras, não só a história. E é nessa agenda torturante que o livro chega ao final. 

Ufa. Terminado. 

Hora de revê-lo de novo, e de novo, e de novo. E de entregar aos leitores beta, se você trabalha dessa forma. De uns tempos para cá, tenho debatido a escrita em tempo real com algumas pessoas. Decidi trazer a troca de pontos de vista para o ponto de criação e confiar só em pessoas muito específicas na finalização. Opção minha. Não digo que seja a melhor. Se eu fosse dar um conselho ele seria: use os leitores beta. Mas eu não uso. Não para o livro inteiro, pelo menos.

O final, só eu sei. E o editor que está com ele no momento, analisando. 

O que remete à espera mais terrível. Uma ansiedade improdutiva, quando não me cabe nada além de esperar que outro alguém decida meu destino. Nessa parte, é importante acreditar. A chance de dar errado existe. Magos Urbanos é mais do que uma série, e é preciso que o editor entenda tudo que orbita ao redor dos livros. Que entenda a transição do autor para personagem, entenda o… bem, vocês verão o quê, espero eu.

Assim sendo, o que faço nesse blog compartilhando os bastidores do projeto com vocês é acreditar em mim e em vocês. Mostrar que mesmo com 8 anos de literatura nas costas, a tensão ainda existe. Cada página em branco assusta do mesmo jeito. Cada e-mail que diz “em breve daremos uma resposta” faz a adrenalina correr da mesma forma.

E, é claro, quando a resposta vier. Será aqui que darei meus gritos de comemoração. 

Acreditar, lembra? 

 

Bem-vindo!

Ei, leitor. Obrigado pela visita. 

Esse site ainda não está operacional, mas se você ficou curioso sobre o projeto Magos Urbanos e o livro Exorcismos, Amores e Uma Dose de Blues, eu tenho algumas dicas.

Você pode falar diretamente comigo no Twitter, entrar na página do livro no Facebook ou acompanhar a contagem regressiva de lançamento no Tumblr Amores e Blues. Lá eu coloco imagens, trechos e músicas relacionados ao livro. Blues, sexualidade, arte e outras coisas mais, sem medo de ser feliz.

Se você não faz a menor ideia de quem é Eric Novello (esse que vos fala), passe no meu site pessoal primeiro. Tenho certeza de que fará boas descobertas.  

O site do projeto Magos Urbanos estará definitivamente no ar quando o lançamento estiver mais próximo. É uma série de fantasia e terror que vale a sua atenção. Por enquanto, tudo é mistério.

Qualquer dúvida, é só entrar em contato comigo por qualquer um desses canais, ou mesmo aqui, na caixa de comentários. 

Ah, no twitter, a hashtag é #EADB